Garoto da ADRA é chamado para jogar no time sub-13 do Barueri e realiza o anseio de uma vida

Desejo vivo, intenso e constante; ideia ou ideal dominante que alguém ou um grupo busca com interesse ou paixão”. Esta é a definição que o dicionário dá para a palavra sonho. É também a forma mais coerente de explicar a relação de muitos meninos brasileiros com o futebol. Garotos como o Matheus Henrique Silva.

Matheus Henrique Silva nasceu e cresceu em Araçariguama, um pequeno município de 17 mil habitantes, localizado na Região Metropolitana de Sorocaba. Foi ali também que ele deu seus primeiros chutes, ainda bebê. Aos cinco já acompanhava o pai nos jogos do Campeonato Municipal. Onde, ao final de cada partida, descia eufórico para jogar no campo. Observando o talento do filho, seu pai o matriculou em escolinhas de futebol.

Foi aos 10 anos que Matheus conheceu o Núcleo de Desenvolvimento ADRA de Araçariguama. Soube que ali haviam aulas gratuitas de futebol e futsal com um professor referência na cidade. Sem hesitar, pediu para participar.

“Aqui o treinador passa treinos específicos e foi através destes treinos que eu cresci e descobri minha posição no time, que é a defesa; na ADRA eles sempre me incentivaram a evoluir;”, expõe. O garoto ressalta ainda que para além do incentivo à dedicação, aprendeu no núcleo valores como o trabalho em equipe, a amizade e a humildade.

Matheus abraçou todos os estímulos. Ele conta que apesar da rotina puxada de estudos, tarefas escolares e treinos, quem o procurar em seus momentos de descanso e lazer, o encontrará jogando bola.

O araçariguamense de 13 anos que coleciona dezenas de medalhas de pequenos campeonatos teve seu esforço recompensado no início deste ano, quando foi chamado para compor o time sub-13 do Barueri. Para ele, mais que um sonho alcançado, “uma oportunidade de mostrar seu potencial em um time grande”.

“Daqui pra frente, eu quero me dedicar cada vez mais; usar tudo o que aprendi aqui (na ADRA) e ser melhor. Agora o sonho é ser um grande jogador de futebol e poder dar uma vida melhor para minha família e a outras pessoas que precisam”, conclui. [Giselly Abdala]